A autora do livro Crepúsculo, Stephenie Meyer, teve um insight espetacular, porque fez de sua personagem principal um espelho para todas as garotas, fez com que todas elas se identificassem com Bella Swan – protagonista da saga -; todas, sem exceção, tanto aquelas tímidas, retraídas que não conseguem se encaixar em lugar algum, já que dentro delas há o desejo de enquadrar, de ser popular, tanto quanto as mais populares, porque dentro de cada uma delas, sempre há insegurança.
Mesmo a Bella tendo seu jeito tímido e atrapalhado, ela consegue encontrar o seu “príncipe encantado” e ele, consegue transformar toda a timidez dela, toda a vida reclusa em algo incrível. Então, apesar do filme ter todo aquele romantismo que emociona e encanta muita gente, a mensagem que ele realmente passa é que não importa seus medos ou suas inseguranças, um dia aparecerá um príncipe encantado que brilha como se tivesse com gliter no corpo e mudará toda a sua vida.
Na realidade em que vivemos, porém, você vai viver pra sempre esperando seu príncipe encantado, sem nunca achá-lo, porque, vamos combinar, não há ninguém que não tenha defeitos ou brilhe como se tivesse gliter. Crepúsculo não foi feito para uma mulher independente, que sabe o que quer, não importa necessariamente a idade e sim a cabeça da pessoa, se você tem 15 anos, mas já tem uma cabeça feita, ou se tem 60 anos, ama Crepúsculo e tem uma cabeça de uma menina de 12 anos, que não sabe nada sobre a vida, e provavelmente vai gostar de revistas como a Capricho e bandinhas coloridas.
Não estou desmerecendo a obra de Stephenie Meyer, muito menos as pessoas que são fãs da saga, mas apenas, de uma forma um pouco exótica, elogiando a forma inteligente da autora ter pensado, já que é indiscutível o fato de que Crepúsculo é um grande sucesso e teve milhares de vendas.